Jornal do Seixal
Belíssima noite de Fados na Petisqueira
Bairro Alto da Margem Sul, felicita Mariana Vitória
01/03/2010 - 20:09
jhs


O lema de “o fado mora em Lisboa” já pertence a outros tempos que o digam os amantes do fado se na Margem Sul, não se vivem grandes noites de fado.

A canção nacional, pratica-se e ouve-se em todo o País, porém para que uma noite de fados resulte em pleno é necessário que estejam reunidos vários factores, o que nem sempre acontece. É preciso à partida que a casa e a sua gerência esteja vocacionada para isso e o fado não seja apenas um pretexto para fazer resultar o negócio. Por outro lado é necessário que quem a frequenta nessas noites seja apreciador de fado, saiba quando pode entrar na sala, quando pode falar e quando deve fazer silêncio e depois é preciso que quem o interpreta o faça com a alma e o sentimento próprio do fado. Isto tudo se define como “ambiente fadista” e por isso também se diz que “é tão fadista aquele que canta como aquele que ouve fado”.


A cortesia, o respeito, a lealdade e o gosto pela poesia, são outros elementos que fazem parte da “mística do fado”.

Apesar de “não morar em Lisboa”, a Petisqueira II na Amora Seixal, reúne normalmente todos estes atributos e por isso, depois de o Jornal do Seixal ter lançado o slogan,  já se tornou vulgar definir o restaurante como “o Bairro alto da Margem Sul” .

A particularidade desta casa consiste também no espírito de abertura da gerência deste estabelecimento de não ficar presa ao seu umbigo e com frequência apoiar sessões de fado que acontecem noutros locais, nomeadamente em várias associações.

Outra singularidade aconteceu neste fim-de-semana quando o Sr. Fialho, gerente da Petisqueira, quis fazer uma surpresa à fadista Mariana Vitória, que regularmente aqui apresenta as noites de fado, na ocasião do seu aniversário. Convidou vários fadistas amigos, da fadista e publicitou o evento.

A adesão foi de resposta geral fazendo jus à referida “mística do fado” e a noite foi sublime com interpretações de: Augusto Correia, David Ventura, Vítor Miranda, Ricardo Aires, Maria da Conceição, Carlos Pereira, Manuel Rodrigues e Edith Branco. Acompanhados à viola e à guitarra por Fernando Rodrigues e António Laborinho.  

A comoção da aniversariante era visível e o brilho do seu olhar deixou por algumas vezes escapar uma lágrima fugidia.

Cantaram-se os parabéns num bolo que também ostentava o fado. Pelo adiantado da hora a partir de certo ponto já não se podiam bater palmas, mas o espírito de festa e convívio manteve-se e terminada a noite neste “painel do fado”, cerca de duas dezenas de convivas continuaram o festim noutro recanto das noites do Seixal, onde o bom convívio também já tem lugar marcado, o Cacilheiro do Tejo.



Imagens disponíveis em: 



www.slide.com/r/IOjLzJE6uT_nYxJGaTUEg6RK2DObmH05    








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