Jornal do Seixal
Finalmente o consenso
É Natal, Fez-se Luz em Fernão Ferro
22/12/2009 - 01:33
jhs


Após um longo processo negocial encabeçado por Jorge Silva da CDU, a Assembleia de Freguesia de Fernão Ferro elegeu o executivo da Junta de Freguesia.

.
A CDU destacou Jorge Silva, membro da Comissão Concelhia do PCP e vereador do Urbanismo na Câmara Municipal, para gerir o processo negocial com vista a se conseguir consenso para superar o impasse de eleição do executivo na Junta de Freguesia em Fernão Ferro.

Por informações a que JS teve acesso a proposta da CDU passava por compor o executivo com os cinco elementos da CDU e ter a presidência da mesa da Assembleia de Freguesia. PS e PSD requeriam a participação no executivo e pretendiam também participação na mesa da Assembleia. O Bloco de Esquerda, afirmava que a CDU, o PSD e o PS se deviam entender e que da sua parte não faziam questão de integrar o executivo, nem pretendiam tomar parte da mesa da Assembleia, já que limitava a participação do seu único elemento neste órgão.

Após um longo processo negocial, sem que o consenso ainda parecesse possível, na Assembleia de Freguesia que teve lugar nesta segunda-feira, acabou por o voto em branco do membro do Bloco de Esquerda, dar o resultado de 6 votos a favor, 6 votos contra e uma abstenção, permitindo a eleição da lista proposta por Carlos Pereira.

Houve quem colocasse em dúvida se um voto em branco corresponde a abstenção, mas o voto de qualidade do Presidente da Assembleia, em caso de empate, parece não deixar dúvidas da legitimidade da eleição.

O executivo ficou composto por: Carlos Pereira, José Nascimento, Susana Rodrigues, Fernando Ferreira e Lídia Martins, todos da CDU.

Para a mesa da Assembleia foram presentes duas listas, uma pela CDU e outra conjunta do PSD e PS. A CDU acabou por retirar a sua proposta e foi eleita por unanimidade uma mesa composta por três mulheres: Presidente - Maria de Lurdes Petronilo Saraiva, do PS; 1ª Secretária - Maria Irene Dias Serrano, da CDU; e 2ª Secretária - Maria de Lurdes Mendes Batardo, do PSD.

Nas declarações das banacadas, os desejos de bom trabalho e votos de Boas Festas, foram comuns a todos os representantes, tendo Rui Manuelito da CDU referido que esta eleição respeitou a vontade dos eleitores em Fernão Ferro.

Franklin Vinhas disse que o PSD lamenta não ir para o executivo, onde pretendia dar o seu contributo em representação da expressão eleitoral saída das urnas nas ultimas eleições, mas que uma vez que tinha sido este o veredicto da assembleia, esperava que as obras anunciadas no programa da CDU possam efectivamente ser concretizadas neste mandato.

José Meda, do PS desejou um bom trabalho aos eleitos, apesar do PS não ter integrado o executivo, como era seu desejo e, no seu entendimento, legítimo.

Aniceto Correia, do Bloco de Esquerda, lamentou que a solução agora encontrada não tivesse sido possível antes devido a falta de diálogo e de negociação por parte da CDU o que levou a que se atrasasse o trabalho da Junta de Freguesia por dois meses. Referiu ainda que os grandes objectivos do programa da CDU não são muito distintos das outras candidaturas, por isso não o chocava que o executivo fosse mais plural, mas que uma vez havido este desfecho, espera que as anunciadas obras se façam, sem pretexto de falta de entendimento.

Ao Jornal do Seixal, o eleito do BE, assumiu ter sido seu o voto em branco, como forma expressa de não viabilizar a proposta da CDU, mas também de não inviabilizar a eleição do executivo, uma vez que tinha deixado esse entendimento para com os outros partidos. Concluindo-se (o que é pouco vulgar na negociação politica), uma viabilização do executivo, com o voto do BE, sem daí retirar proveito próprio.

Carlos Pereira, referiu que este é o seu último mandato, o quinto, à frente da Junta de Freguesia de Fernão, concordou que todos estão apostados nas grandes obras para a Freguesia. Um mandato que segundo referiu vai passar por algumas dificuldades no inicio, devido ao atraso na eleição do executivo, passando palavra ao tesoureiro para explicar as acções que iam ter já em mãos.

Levantou-se uma pequena polémica de formalidade, pois teria que ser a Presidente da Assembleia a dar palavra ao tesoureiro e não o Presidente da Junta, defendeu José Penha do PSD. Superado o equivoco o tesoureiro José Nascimento referiu vários actos formais que vão ter que fazer urgentemente e que por isso iam ainda reunir o executivo antes do Natal.



Comentários
Não há comentários para esta notícia


Escreva um comentário
Nome:

e-mail: (opção)
Comentário
Limite: 300 • Restantes: 300

Visual CAPTCHA
Por favor digite o texto que aparece na imagem:



AS MELHORES EMPRESAS DO SEIXAL
A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L
M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | X | Z


Na sua opinião quem deve ser o proximo Presidente da Republica
Cavaco Silva
Manuel Alegre
Fernando Nobre
Um Militar
Ver resultados